A Cultura Marcial

A cultura Marcial - Introdução

A cultura marcial não é exclusividade de nenhuma religião, cultura ou civilização em particular. Sempre esteve presente tanto no ocidente quanto no oriente no caleidoscópio de diferentes momentos históricos. Suas digitais marcaram os guerreiros espartanos, romanos, tibetanos, índios norte e sul-americanos, celtas, pré-colombianos, assim como esteve presente no ideal dos samurais, tuaregs, maoris, etc.

A cultura é um conjunto de valores, de cultivo de experiências e crenças transmitidos de geração a geração que transcendem ao tempo das sociedades humanas. A civilização nada mais é do que a plasmação dessa cultura. Para a criação da civilização, é necessário dirigentes conscientes dessa tradição, dirigentes capazes de manter vivo o elo que os une por um lado à sabedoria e por outro ao coração do homem. O princípio do guerreiro iluminado ou dirigente consciente, capaz de ser esse elo, esteve presente no rei Artur, no Davi bíblico, em Ulisses, assim como em Leônidas, Alexandre o Grande e em milhares de outros.

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TIBET

A Tradição

Pouco se sabe sobre a cultura marcial do Tibet, sua cultura e sociedade se viram afastadas do mundo criando uma fronteira misteriosa e singular. Ainda assim, sua tradição está viva e presente com os Khampas tibetanos, estirpe nômade guerreira, valente e corajosa.

Os Khampas foram os primeiros a descobrir as reais intensões da China- a extirpação dos tibetanos e cultura. Lutaram sempre na primeira linha e defendido seu país incontáveis vezes.

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MAORI

História
Acreditasse que os maoris pertenciam à raça polinésia; oriundos das ilhas Cook, haviam alcançado a atual Nova Zelândia em várias levas, provavelmente nos séculos XIII e XIV. As tradições do povo maori fazem parte integrante da cultura do mundo neozelandês. Antes da infiltração dos brancos, os maoris viviam em núcleos comunais, cercados de fortificações e construídos, tanto quanto possível, em posições inexpugnáveis. Cada aldeia tinha o seu chefe. Cada comunidade tinha o seu tohunga, ou Grande Padre, a sua escola para instrução oral dos jovens e a sua sede de reuniões. As casas, as canoas, os instrumentos e as armas eram esculpidos com ornatos elaborados. Os maoris de alta linhagem tatuavam o rosto e o corpo com desenhos baseados nos símbolos fálicos esculpidos nos objetos. A guerra era expressão da vida, os cerimoniais tinham parte importante na vida de todos os dias. As armas e instrumentos eram feitas de osso, pedra ou madeira, com exceção dos mais valiosos, que eram talhados na rocha verde extremamente dura da Nova Zelândia.

 

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TUAREG

HISTÓRIA

O nome “Tuareg”, “Targuí” no singular, lhes foi dado pelos europeus, para designar um individuo habitante do Saara ( Saara: literalmente deserto). A palavra árabe “Tuareg” significa “abandonados pelos deuses”. Talvez por isso prefiram chamar a si mesmos por Inmouchar, Imashagen (Os Livres) ou Kel Tamasheq - os que falam Tamasheq - e se identificam como Tamust - a Nação.

 

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SIOUX

“Óh! Grande Espírito cuja voz ouço nos ventos,
cujo hálito, da vida ao mundo,
ouça-me sou pequeno e fraco,
preciso de tua força e de tua sabedoria,
faça com que meus pés andem em beleza,
e que minhas mãos protejam as coisas que fizestes.
Faça-me sábio para que eu possa aprender as lições
que escondestes em cada folha e em cada pedra.
Faça-me forte, não para ser superior aos meus
irmãos,
mas para que eu possa enfrentar meu maior inimigo,
“Eu Mesmo”.
Faças com que eu esteja sempre pronto a te
encontrar, olhando nos olhos.
Para que quando a minha vida se for, assim como o
sol se põem,
meu espírito não tenha vergonha de fazê-lo.”
Oração Sioux

 

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TEMPLÁRIOS

HISTÓRIA

Os Pobres Cavalheiros de Cristo e do Templo de Salomão — Pauperes Commilitiones Christi Templique Salomonis, ou simplesmente Templários, ou ainda o Templo, como ficaram conhecidos, conformam uma ordem militar monástica que existiu entre os anos de 1119 e 1312. Sua fundação se deu por iniciativa de um nobre francês chamado Hugo de Payns, que juntamente com outros oito cavalheiros formou uma unidade militar que observava os votos de pobreza, obediência e castidade, com o objetivo aparente de dar segurança às rotas de peregrinos cristãos na Terra Santa, devido a numerosos ataques que estes sofriam de bandidos, em suas viagens ao Médio Oriente, principalmente a Jerusalém.

 

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OS SIKHS

INTRODUÇÃO

Por volta do século XV d.C., do encontro de hindus e muçulmanos, surgiu no Punjab, região no noroeste da Índia, o Sikhismo, que abrange aspectos religiosos e guerreiros, o que apesar de aparentemente incongruente, também aparece em outras culturas marciais. Religião e formação guerreira não são dissociados.
Entretanto, não se sabe ao certo se sua origem verdadeira foi a de uma comunidade guerreira (chatrya) que adotou nuances religiosas ou a de uma religião que adotou contornos guerreiros para operar num meio hostil.
O nome Sikh provém de Sishya que significa “discípulo”. Existem pequenas comunidades Sikhs em praticamente todos os continentes, mas sua maior concentração é na Índia, onde excedem os 10 milhões.
O fundador do movimento Sikh foi Guru Nanak (1469 – 1539), que pregou e viveu, assim como seus seguidores, uma vida de unidade com Deus, irmandade entre os homens, rejeitando o sistema de castas hindu e igualdade entre homens e mulheres, contrariamente ao que se adota no islamismo.
Depois de Guru Nanak, outros nove mestres o sucederam na liderança dos Sikhs, sendo o último deles Gobind Singh (1666 – 1708), que desafiou o poder do imperador muçulmano Mughal, sendo derrotado. Depois de seu assassinato, a perseguição contra os Sikhs foi grande, mas lograram estabelecer um território razoavelmente grande no noroeste da Índia, sob a liderança de Ranjit Singh. Após sua morte, sem comando claro, os Sikhs se envolveram em confrontos com os invasores ingleses.
Os ingleses os derrotaram, anexaram o Punjab, e com isso o Sikhismo sofreu um duro golpe, não se recuperando até o século XX, quando lhe foi concedido o controle de seus lugares sagrados (gurdwaras). Quando o subcontinente indiano foi dividido em 1947, o Punjab ocidental transformou-se território paquistanês e a porção oriental permaneceu na Índia.

O início formal do Sikhismo é marcado pela era dos Dez Gurus, que começa com o Guru Nanak (1469-1538).

 

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OS ESPARTANOS

INTRODUÇÃO

Ao se tratar do tema Cultura Marcial, é impossível prescindir de falar de Esparta e dos espartanos. Homens valentes que nunca perguntavam quantos eram o inimigo, mas somente, onde estavam. O termo espartano se tornou ao longo do tempo sinônimo de bravura, de disciplina e de guerreiro.
Esparta foi uma cidade-estado situada no Peloponeso, Grécia. Ao contrário de suas irmãs helenas, que ostentavam grandes edifícios, monumentos, estátuas, escritos e filósofos, Esparta tinha para oferecer apenas espartanos e o seu ideal de vida, um ideal de bravura, de honra e de valor.
Mesmo nunca tendo ultrapassado os 50.000 habitantes, dos quais apenas 8.000 considerados verdadeiros espartanos, essa cidade conseguiu sustentar durante séculos a hegemonia na Hélade, graças à determinação de seus homens e mulheres. Dizia-se que o seu sucesso bélico se devia menos ao fato de serem melhores guerreiros do que os demais gregos do que a estarem mais acostumados a suportar os dissabores da guerra. Onde a psiquê de outros homens se desmantelava a dos espartanos se regozijava.
Grande parte do que chega aos dias atuais da história sobre os guerreiros espartanos é por meio de contos sobre seu estilo de vida e seus feitos heróicos, que muitas vezes chegam a parecer sobre-humanos, quando analisados pelo prisma da civilização atual. O que muitas vezes escapa nas narrativas dos historiadores antigos e modernos são os motores que permitiram aos espartanos levar essa forma de vida.
Os reis de Esparta diziam-se descendentes diretos de Herácles e sempre governavam aos pares. Havia um rei para a paz, que cuidava dos assuntos políticos e administrativos do Estado, e um rei para a guerra, que liderava as constantes campanhas militares da cidade.
A atividade dos reis era controlada por cinco magistrados, denominados “Éforos”, a respeito dos quais as informações são parcas, sabendo-se apenas que eram iniciados e que conduziram o processo de formação de Esparta.
No processo de transição entre a Esparta que era uma cidade grega como outra qualquer, que se observa nos relatos sobre a guerra de Tróia e seu rei espartano Menelau, marido de Helena, e a Esparta de Leônidas, que ficou conhecida, dentre outros episódios, pelo dos Trezentos e as Termópilas, houve um rei que teve papel preponderante: Licurgo (Likurgus).

 

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OS EFE

INTRODUÇÃO

No Século XVI, quando o povo Turco se encontrava sob o poder do Império Otomano, as condições históricas, econômicas e sociais da época impunham um sistema de posse da terra absolutamente desfavorável para a maioria da população. Nesse sistema, a terra era dada às pessoas de acordo com suas posses, a maior parte dessa terra ficava próxima ao castelo. A população, sem meios para lutar por seus direitos e por melhores condições, se via subjugada pelos seus senhores.
Foi então que primeiro se ouviu o termo Efe, líder guerreiro do povo Zeybek. Eles encabeçaram as Revoltas Jalili, contra o poder do Império Otomano, que tiveram lugar na região oeste da península da Anatólia, especialmente dentre os Egeus, para buscar justiça, virtudes e direitos. Esse povo não se conformava com as condições que lhe eram impostas e decidiu lutar, ainda que fosse com o sacrifício da própria vida.

Segundo o Efe İslamoğlu, seu povo, que vivia próximo ao castelo, não suportava mais aquela situação, em que todo o país estava nas mãos de poucos proprietários de terras, que lhes cobravam tributos e taxas, e que não iam para a guerra porque eram ricos, mandando sempre o povo para morrer: “Eles comem com fartura, mas para o povo pão velho…”. Liderou então os Zeybek para as montanhas, onde ficavam protegidos contra as autoridades e podiam iniciar sua luta por justiça.

 

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CONCLUSÃO

Na história e na mitologia, são muitos os relatos de heroísmo. Houve cavaleiros na Idade Média, samurais no Oriente, os Espartanos na Grécia, os Sioux na América do Norte, Maori na Oceania, dentre muitos outros povos e grupos de guerreiros. Na mitologia também são sempre cativantes os relatos sobre Hércules, Teseu, Arjuna, Gilgamesh, dentre outros tantos.

 

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